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Índice do Artigo
I – Lacres de Segurança: dos cilindros marcados em argila ao controle por software
1.1 –Definições. Lacre x Cadeado. Sistema de segurança e eficácia da selagem
1.2 - Visão Histórica
1.3 - Evolução dos lacres de segurança
1.4 - Sexta Geração: Controle Rastreabilidade - Item 1.4.1
1.4 - Sexta Geração: Controle Rastreabilidade - Item 1.4.2
1.5 – Evolução das Embalagens
1.5 – Evolução das Embalagens - Item 1.5.1
1.5 – Evolução das Embalagens - Item 1.5.2
1.5 – Evolução das Embalagens - Item 1.5.3
1.5 – Evolução das Embalagens - Item 1.5.4
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I – Lacres de Segurança: dos cilindros marcados em argila ao controle por software

1.3 - Evolução dos lacres de segurança

 
Primeira Geração: Lacres de argila, cera, ouro e prata

Desde o despertar da civilização até a Revolução Industrial temos, pois, uma Primeira Geração de Lacres de Segurança, em argila, cera, ouro ou prata, onde artesãos gravam sinetes e anéis em alto relevo, garantindo exclusividade à operação de selagem.
Os lacres estiveram presentes nos maiores momentos da História, como no exemplo aqui apresentado da carta dos nobres ingleses em 1530 ao Papa Clemente VII: a recusa do Papa ao pedido ali contido, de anulação do casamento do rei Henrique VIII, marcou o rompimento com Roma da igreja inglesa, que passou a ser chefiada pelo monarca.



Um máximo de exclusividade foi introduzido com os Lacres de Ouro, iniciados no Império Bizantino e depois usados na Europa por altos dignatários, como reis e papas.

O que chamamos de Primeira Geração de Lacres de Segurança durante milênios satisfez as necessidades do mundo. Nos últimos dois séculos, entretanto, a Revolução Industrial e, mais recentemente, a crescente globalização e a explosão populacional, vieram causar a evolução cada vez mais acelerada dos lacres de segurança.
Na verdade, a evolução dos lacres é conseqüência da evolução tecnológica, do advento de novos materiais, das exigências por níveis de segurança cada vez maiores, da evolução, enfim, dos fraudadores - estes, sempre a descobrir novos métodos de violação, que obrigam a novas modificações nos lacres produzidos, em uma história sem fim.
(*) Foto do livro “I Sigilli d´Oro dell´ Arquivo Segreto Vaticano”, edição Franco M. Ricci
Segunda Geração: Lacres metálicos manufaturados com sinetes aplicados por alicate.

Com a Revolução Industrial surgem os lacres manufaturados, ganhando destaque os de chumbo. A exclusividade era dada por sinetes aplicados por alicate - o usuário era identificado pelo sinete.
O lacre de chumbo tende a desaparecer por completo, pelo seu potencial cancerígeno e contaminação do solo, além de ser de fácil violação.


Terceira Geração: Lacres numerados por processos primários de estampagem após a fabricação( “hot stamp”)

A passagem para a produção em massa de lacres de segurança e a necessidade de controlar as aplicações vieram tornar inviável a utilização de alicate lacre a lacre. Ao mesmo tempo, o advento dos computadores tornou possível a adoção do número como elemento de diferenciação de um lacre a outro.
A desvantagem desse tipo de selagem está em que os lacres podem ser facilmente “clonados” a partir de um lacre liso, ainda não numerado.



Quarta Geração: Lacres com numeração moldada em alto relevo.

Em 1990 a ELC, que fora a primeira empresa no mundo a comercializar ( em 1967 ) um lacre de segurança em polipropileno, patenteou no Brasil e depois nos países do Primeiro Mundo o seu processo industrial de numeração em alto relevo na lâmina do lacre, moldada no mesmo momento da injeção do lacre.
A evolução teve grande importância rumo à maior segurança dos fechamentos. A “clonagem” ou duplicação do lacre é impossível, pois ainda que o fraudador possa fabricar um lacre de formato idêntico, com uma lâmina lisa, não conseguirá fazer o alto relevo da numeração. Cada lacre com numeração em alto relevo é tão único, exclusivo e sem possibilidade de duplicação como uma impressão digital.



Na realidade o máximo que um fraudador poderia fazer, como “resposta” a um lacre numerado em alto relevo, seria tentar fazer o chamado “falso alto relevo” obtido mediante punção exercida no verso da lâmina, a exemplo do tipo de numeração exibida pelos cartões de crédito.

Quinta Geração: Lacres com numeração inteligente com código de barras e dígito verificador.

Seu maior mérito é impossibilitar o uso indevido de uma numeração falsa. Em outras palavras, elimina-se o erro humano, consciente ou não, na transcrição da numeração.
Dita numeração é feita mediante os processos de:
IML - “ in mold labeling”, na qual o papel com o código de barras e o dígito verificador é fundido ao lacre no momento da injeção.
Laser Yag - os mesmos elementos, gravados na lâmina do lacre.