II – Idéias Verdadeiras e Falsas sobre selos de segurança

II – Idéias Verdadeiras e Falsas Sobre Lacres de Segurança

O público em geral tem idéias preconcebidas e não raro falsas sobre os lacres de segurança, suas qualidades, vantagens e desvantagens. Antes de escolher ou decidir sobre o uso de um lacre, convém eliminar conceitos errôneos e acentuar verdades que nos ajudarão a perceber a realidade dos lacres de segurança.

1) Conceito: O verdadeiro Lacre de Segurança não poderá ser violado nunca.


Falso. Na antiguidade clássica, a Mitologia, entre outros aspectos, tinha às vezes o objetivo de ensinar princípios éticos e de comportamento. É o caso do mito de Aquiles, que transmitia a idéia de que ninguém é invulnerável, nem pode se situar acima da condição humana.
Aquiles era o maior guerreiro da Grécia e tido como invencível, pois ao nascer sua mãe Thetis o havia mergulhado nas águas sagradas do Rio Styx, que tornava invulnerável tudo que viesse a ser banhado por elas. Ocorre que Thetis segurou a criança pelo calcanhar, única parte do corpo de Aquiles que não venho a ser banhada pelas águas do rio. Na guerra de Tróia, uma flecha de Páris, guiada pelos deuses, o atingiu naquele exato ponto, provocando sua morte.

Todo lacre de segurança terá o seu “calcanhar de Aquiles”, por onde poderá vir a ser violado. Claro está, alguns lacres terão passado pelas águas do rio Styx, tornando-se praticamente invulneráveis, sua violação seria uma possibilidade remota exigindo instalações de porte industrial e/ou ferramentas especiais a serem pesquisadas, confeccionadas e – somente os deuses saberão – testadas com êxito na abertura de um determinado lacre.
Os mais renomados lacres de segurança poderão ser violados porém em circunstâncias muito especiais. Para começar, teríamos de levar o lacre a um laboratório operado por técnicos experimentados e dotado de recursos apropriados para a feitura, in loco, de ferramentas especialmente desenhadas para abrir e voltar a fechar o lacre analisado sem deixar vestígio.
Os lacres com numeração em alto relevo ou com numeração gravada em papel fundido ao lacre e marcado com código de barras e outras características demandariam, para sua perfeita reprodução, uma instalação industrial do mesmo porte da fábrica de onde o lacre se originou. Na prática, o violador de um malote ou de um “container” não dispõe de recursos com aquele grau de sofisticação e sua tarefa haverá de se basear em instrumentos relativamente simples.
A experiência acumulada com inúmeras tentativas usuais de violação levou os fabricantes a aperfeiçoar seus modelos, para evitar a repetição das fraudes observadas. Uma ou outra fábrica, excepcionalmente, disporá de uma ferramentaria de alta precisão dedicada à pesquisa ininterrupta de novos e mais adequados modelos, que tornam cada vez mais improvável a violação.
Foi estudando os casos mais ocorrentes de fraudes que os fabricantes mais qualificados produziram, apenas para citar alguns exemplos:
- numeração em alto relevo, impossível de ser reproduzida;
- numeração em código de barras, em papel que é moldado, no momento da injeção, sobre a lâmina do lacre, preparada com minúsculos ressaltos que eliminam a hipótese de substituição por outro papel;
- material em policarbonato, que resiste à água fervendo e se torna ademais quebradiço se acaso o violador tentar forçar a abertura do lacre;
- policarbonato translúcido, que permite visualizar o interior do lacre e assim facilitar a verificação de fraudes;
- controle da selagem por “software”, uma arma imbatível contra violações.

2) Conceito : Dado que todo lacre tem um mecanismo de segurança, o lacre deve ser escolhido pelo seu menor preço.
Falso. O primeiro fator a ser analisado quando da aquisição de um lacre é o nível de segurança pretendido. Uma concessionária de energia elétrica, a braços com perdas expressivas ocasionadas por ligações fraudulentas (“gatos”) não pode, em nome de seu próprio interesse, escolher um lacre porque é barato.
O correto será pesquisar um produto que, pelas suas características, possa oferecer uma segurança à prova das violações correntes no setor de atividade onde ele será aplicado.
Outros aspectos desta questão poderão ser encontradas no item II – 1 deste Informe.
3) Conceito: A robustez física de um lacre é sinal de sua maior segurança
Falso. Entre dois lacres de características similares, o que importa levar em consideração é o mecanismo de travamento, sendo irrelevante, por exemplo, considerar o “design” que contorna aquele mecanismo, ou a maior ou menor quantidade de plástico colocada em torno do mecanismo de travamento.
Muito mais robusto que o lacre plástico de segurança é o cadeado de metal, contudo mais vulnerável, dado que se alguém obtiver uma duplicata da chave a violação poderá ter lugar sem deixar o menor vestígio.
4) Conceito: Um lacre aprovado para uma aplicação será adequado também a outros usos.
Falso. Não existe um lacre “universal”, pois o “design” dos lacres e dos seus mecanismos de travamento leva em consideração as características do tipo de objeto a ser selado.
Na realidade, as fábricas de lacres mais celebradas somente lançam seus modelos após pesquisar as necessidades específicas de um determinado nicho de mercado. Amiúde os novos modelos lançados têm que sofrer adaptações, após um período de prova, para atender cabalmente o tipo de aplicação a que se destinam, o que evidencia que para cada uso existirão lacres bastante bem definidos

5) Conceito: Um bom lacre de segurança, adequado à aplicação pretendida, dispensará treinamento, bem como sistemas de controle.
Falso. O melhor lacre jamais fabricado levará a resultados até mesmo nulos, se não for implantado com um indispensável treinamento dos agentes encarregados de sua aplicação, ao lado da adoção de procedimentos de controle, o mais fundamental dos quais seria a anotação do número do lacre, o que pode evoluir até a sofisticação do registro da numeração em banco de dados.

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