I – Selos de Segurança: dos cilindros marcados em argila ao controle por software

I – Lacres de Segurança: dos cilindros marcados em argila ao controle por software

1.1 –Definições. Lacre x Cadeado. Sistema de segurança e eficácia da selagem

Lacre de Segurança é um dispositivo destinado a deixar uma evidência de manipulação ou violação, não eliminável e inequívoca. Ao contrário do cadeado, os lacres não objetivam necessariamente fazer atrasar ou resistir a um acesso não-autorizado, mas tão somente registrar que ele teve lugar. Cadeado: dispositivo que retarda a entrada ou remoção não autorizada dos itens que objetiva guardar. Todo cadeado poderá ser aberto por uma pessoa suficientemente motivada. Lacres x Cadeado: Um lacre não precisa necessariamente resistir a uma abertura.
Em outras palavras, lacre não é cadeado.
Vários lacres são feitos de plástico e poderão ser abertos ou destruídos.
“ Poderão ser abertos” significa que o fraudador deverá criar ferramentas especiais para a violação, eventualmente ter acesso a patentes bem guardadas e mesmo montar um complexo sistema industrial para a confecção de lacres iguais aos que serão violados. A Casa da Moeda fabrica um papel moeda com especialíssimas características, para evitar falsificações, mas ainda assim procura modificar o processo, de tempos em tempos, para complicar as investidas e inventivas dos fraudadores.
Alguns dispositivos, designados como Lacres Barreira e Lacres Semi –Barreira, chegam a oferecer uma “barreira”ou resistência física, a fim de retardar sua abertura.
A eficácia dos lacres depende fortemente do sistema de segurança adotado para sua aquisição, estocagem, registro, aplicação, inspeção e remoção. Com um bom sistema de segurança, um lacre modesto pode propiciar excelente segurança, enquanto um lacre sofisticado usado inadequadamente pode descumprir totalmente as finalidades a que se propôs.

1.2 - Visão Histórica

1.2 - Visão Histórica

Os arqueólogos que trabalham na região onde floresceu a mais antiga civilização, a sumeriana ( VI milênio antes da era cristã ), reportam que em todas as escavações há sempre restos de sinetes cilíndricos de pedra ou metal, com os quais eram preparados, na argila, lacres destinados a guardar os armazéns de cereais e outros produtos.

Podemos considerá-los como os primeiros lacres de segurança fabricados no mundo, já que garantiam exclusividade às operações realizadas - a complexidade artística das figuras esculpidas não era algo que se pudesse reproduzir.

A antigüidade do uso dos lacres é atestada pelas citações da Bíblia ( Cântico dos Cantos, os sete lacres que guardam o segredo do Apocalipse etc. ).

Seu uso com impressões na cera é comum na vida cotidiana a partir do IV milênio A.C.

Mas sua maior difusão junto a todos os grupos sociais somente se dá a partir dos séculos 12-13 da nossa era.

Na Idade Média, por ocasião da morte do titular de um lacre, usava-se enterrar a matriz junto ao falecido ou destrui-la ( ainda hoje, o anel do Papa é enterrado com ele, destruindo-se antes o lacre de chumbo ali contido ).

1.3 - Evolução dos lacres de segurança

1.3 - Evolução dos lacres de segurança
 
Primeira Geração: Lacres de argila, cera, ouro e prata

Desde o despertar da civilização até a Revolução Industrial temos, pois, uma Primeira Geração de Lacres de Segurança, em argila, cera, ouro ou prata, onde artesãos gravam sinetes e anéis em alto relevo, garantindo exclusividade à operação de selagem.
Os lacres estiveram presentes nos maiores momentos da História, como no exemplo aqui apresentado da carta dos nobres ingleses em 1530 ao Papa Clemente VII: a recusa do Papa ao pedido ali contido, de anulação do casamento do rei Henrique VIII, marcou o rompimento com Roma da igreja inglesa, que passou a ser chefiada pelo monarca.



Um máximo de exclusividade foi introduzido com os Lacres de Ouro, iniciados no Império Bizantino e depois usados na Europa por altos dignatários, como reis e papas.

O que chamamos de Primeira Geração de Lacres de Segurança durante milênios satisfez as necessidades do mundo. Nos últimos dois séculos, entretanto, a Revolução Industrial e, mais recentemente, a crescente globalização e a explosão populacional, vieram causar a evolução cada vez mais acelerada dos lacres de segurança.
Na verdade, a evolução dos lacres é conseqüência da evolução tecnológica, do advento de novos materiais, das exigências por níveis de segurança cada vez maiores, da evolução, enfim, dos fraudadores - estes, sempre a descobrir novos métodos de violação, que obrigam a novas modificações nos lacres produzidos, em uma história sem fim.
(*) Foto do livro “I Sigilli d´Oro dell´ Arquivo Segreto Vaticano”, edição Franco M. Ricci
Segunda Geração: Lacres metálicos manufaturados com sinetes aplicados por alicate.

Com a Revolução Industrial surgem os lacres manufaturados, ganhando destaque os de chumbo. A exclusividade era dada por sinetes aplicados por alicate - o usuário era identificado pelo sinete.
O lacre de chumbo tende a desaparecer por completo, pelo seu potencial cancerígeno e contaminação do solo, além de ser de fácil violação.


Terceira Geração: Lacres numerados por processos primários de estampagem após a fabricação( “hot stamp”)

A passagem para a produção em massa de lacres de segurança e a necessidade de controlar as aplicações vieram tornar inviável a utilização de alicate lacre a lacre. Ao mesmo tempo, o advento dos computadores tornou possível a adoção do número como elemento de diferenciação de um lacre a outro.
A desvantagem desse tipo de selagem está em que os lacres podem ser facilmente “clonados” a partir de um lacre liso, ainda não numerado.

Quarta Geração: Lacres com numeração moldada em alto relevo.

Em 1990 a ELC, que fora a primeira empresa no mundo a comercializar ( em 1967 ) um lacre de segurança em polipropileno, patenteou no Brasil e depois nos países do Primeiro Mundo o seu processo industrial de numeração em alto relevo na lâmina do lacre, moldada no mesmo momento da injeção do lacre.
A evolução teve grande importância rumo à maior segurança dos fechamentos. A “clonagem” ou duplicação do lacre é impossível, pois ainda que o fraudador possa fabricar um lacre de formato idêntico, com uma lâmina lisa, não conseguirá fazer o alto relevo da numeração. Cada lacre com numeração em alto relevo é tão único, exclusivo e sem possibilidade de duplicação como uma impressão digital.

Na realidade o máximo que um fraudador poderia fazer, como “resposta” a um lacre numerado em alto relevo, seria tentar fazer o chamado “falso alto relevo” obtido mediante punção exercida no verso da lâmina, a exemplo do tipo de numeração exibida pelos cartões de crédito.

Quinta Geração: Lacres com numeração inteligente com código de barras e dígito verificador.

Seu maior mérito é impossibilitar o uso indevido de uma numeração falsa. Em outras palavras, elimina-se o erro humano, consciente ou não, na transcrição da numeração.
Dita numeração é feita mediante os processos de:
IML - “ in mold labeling”, na qual o papel com o código de barras e o dígito verificador é fundido ao lacre no momento da injeção.
Laser Yag - os mesmos elementos, gravados na lâmina do lacre.

1.4 - Sexta Geração: Controle Rastreabilidade - Item 1.4.1

1.4 – Sexta Geração: Controle Rastreabilidade

1.4.1 – Os DIVs (Dispositivos de Identificação de Violação) de Sexta Geração

O controle e rastreabilidade das várias etapas da vida econômica moderna tornou-se uma necessidade com a qual a humanidade convive a diário, tais como:

• Controle da origem e qualidade dos alimentos que consumimos;
• Controle do acesso de pessoas, animais e objetos a áreas restritas ou países;
• Controle dos serviços que fornecem luz, água, gás e combustíveis;
• Controle de valores, numerários, cheques, cartões de crédito, telefones, transporte, pesos e medidas.

A necessidade de selagem e seu controle, que antes tinha sido de interesse de alguns poucos indivíduos, passa a ter dimensão nacional e posteriormente global.

A ELC, analisando essa necessidade do mercado, concluiu que faltava um controle mais eficiente na rastreabilidade dos DIVs–Dispositivos de Identificação de Violação, a moderna designação que engloba lacres, envelopes e malotes de segurança.

Como solução, a ELC desenvolveu e registrou direito autoral

A ELC Produtos de Segurança, analisando as necessidades do mercado de lacração, detectou a falta de um controle mais eficiente na rastreabilidade dos DIVs (Dispositivos de Identificação de Violação), seja ele um lacre (vide nosso item Evolução do Lacre), seja malote ou envelope de segurança. Como solução, a ELC desenvolveu e registrou direito autoral sobre um software via web denominado ELO DE SEGURANÇA® ou LACRE VIRTUAL. Trata-se de um sistema destinado a rastrear toda a trajetória de um DIV, com base em sua numeração/codificação, aplicável em todas as empresas que precisam disciplinar seus procedimentos de selagem de diferentes objetos.

O rastreamento dos DIVs foi exaustivamente estudado pelo US Department of Defense (DoD) e pelo Department of Homeland Security (DHS) juntamente com o Los Alamos National Laboratory, através de sua equipe Vulnerability Assessment Team (VAT), os quais chegaram a algumas importantes conclusões:

1 – “Para que seja reconhecido o caráter de segurança a uma selagem, ela deve obedecer a normas ou procedimentos relativos à aquisição, armazenamento, distribuição, aplicação, registro, inspeção, treinamento e descarte dos lacres, o chamado “PROTOCOLO DE SELAGEM” (“Security Seals Protocol”). O não-cumprimento das normas relativas a qualquer daquelas etapas comprometerá o nível de segurança dos lacres escolhidos”.

2 – “Os lacres são parte de um programa/procedimento de segurança e não devem ser considerados, por si, a única linha de defesa”. Como parte de seu trabalho, a equipe do Los Alamos analisou 213 diferentes lacres em pormenor, alguns do Governo norte-americano e outros de fabricação privada. Estes lacres tinham preços e características que variavam de baixo custo e tecnologia até lacres de alto custo, reutilizáveis e de alta tecnologia, como lacres RFID ativos. Entre outros resultados, foi verificado que, ao se adicionar US$1,00 ao custo de um lacre mais elaborado, o tempo necessário para sua violação só aumentava em 2 segundos. O custo unitário médio de uma potencial violação viria acrescer em US$0,27 quando agregarmos o custo unitário de US$1,00 a cada lacre. Ou seja, as características de alta tecnologia passam a ser apenas uma distração ou ainda uma falha onerosa em observar alguns itens críticos de vulnerabilidade do sistema de selagem. Por isso é mais importante e econômico incorporar os custos implícitos no “Protocolo de Selagem” do que gravar os custos unitários com a tecnologia dos lacres mais elaborados.

A Norma ISO 17712, emitida pela International Organization for Standardization, veio complementar o trabalho do DoD e DHS, ao assinalar,em seu Anexo A, que nas várias etapas da vida de um DIV, desde a sua aquisição até sua remoção e descarte, existem diversas possibilidades de brechas na segurança. Apesar de que a Norma referida foi imaginada para a selagem de contêineres, os princípios ali focalizados também se aplicam a DIVs usados em outras lacrações. Em resumo, o “Protocolo de Selagem”envolve:

QUALIFICAÇÃO DO FORNECEDOR

Aquisição de DIVs
. Verificar se o fornecedor tem Certificação ISO 9001:2008;
. Se a literatura e especificações de seus produtos são baseadas em padrões internacionais;
. Se o fornecedor não estará terceirizando sua produção e, se este for o caso, procurar localizar a fonte de produção de suas partes originais ou produtos acabados para futura rastreabilidade;
. Limitar a aquisição a poucos fabricantes;
. Identificar os modelos de DIVs e suas características para utilização e treinamento;
. Adotar especificações técnicas embasadas em normas da indústria de lacres;
. Manter registros das aquisições;
. Limitar a incidência de DIVs adquiridos com numeração/codificação duplicada a 0,1%.

Armazenamento dos DIVs
. Estocar os produtos em condições de segurança e rigoroso controle, o que implica limitar acessos ao Almoxarifado e aos dados sobre a numeração dos DIVs.

Controle e Distribuição
. No Almoxarifado, os DIVs serão registrados de acordo com seu número seriado;
. Estabelecer uma “cadeia de responsabilidade”: os estoques serão verificados a cada mudança de turno dos encarregados.

Aplicação dos DIVs
. Antes da aplicação, examine os DIVs em busca de defeitos e descoloração, comparando suas características de numeração, formato, medidas etc. com as de um DIV modelo;
. O travamento do DIV depende de sua correta aplicação, devendo-se verificar seu comportamento na selagem, para evitar um falso fechamento;
. O fechamento do DIV obedecerá às regras recomendadas pelo fabricante para cada modelo;
. A selagem sem observação dos pormenores acima enumerados tornará o instalador do DIV responsável por potenciais fraudes, pois caracterizará uma “pré-violação”.

Registro da numeração/codificação
. A numeração e demais dados de identificação dos DIVs serão registrados e rastreados seja manualmente seja por código de barras ou ainda RFID, de forma a garantir o elo de ligação com o número de série do objeto fechado.

Inspeção dos DIVs
. Os DIVs serão minuciosamente inspecionados, para verificar a ocorrência de possível fraude;
. Vale assinalar ser necessário o conhecimento pormenorizado de cada DIV, suas fragilidades e pontos suspeitos a serem checados.

Remoção dos DIVs - Interpretação dos dados verificados
. Para uma inspeção confiável, a remoção dos DIVs será feita de acordo com um método previamente aprovado, a fim de garantir condições para a correta interpretação dos dados recolhidos;
. O DIV deve ser tratado como indício de violação, caso esta venha a ocorrer. Por isto, é necessário custodiá-lo estritamente, juntamente com o objeto inspecionado, para que ambos venham a ser periciados por laboratório independente.

Descarte dos DIVs
. Os DIVs não podem ir para a lixeira comum, por conterem dados úteis a fraudadores;
. O agente que não mantiver as provas comete crime de “queima de arquivo”;
. Os DIVs usados e suas partes serão recolhidos para análise e destruição adequadas.

Treinamento
. Servir-se de literatura criada pelo fabricante sobre o uso correto do DIV;
. Repassar estes e outros conhecimentos aos usuários, terceirizados, funcionários e demais fornecedores-distribuidores de DIVs para uma selagem eficaz;
. Como parte integrante de um programa de treinamento, é importante o estudo da Norma ISO 17712, particularmente o seu Anexo A. Embora redigida para lacres utilizados em contêineres, é aplicável a lacrações em geral, incluindo-se entre as práticas internacionais recomendáveis para fabricantes e usuários.

1.4 - Sexta Geração: Controle Rastreabilidade - Item 1.4.2

1.4 – Sexta Geração: Controle Rastreabilidade

1.4.2 – Controles por parte do fabricante

 
Ao longo de quase 40 anos de experiência, a ELC elaborou normas especialmente indicadas para facilitar o controle da aplicação dos lacres por seus clientes, a seguir mencionadas. a) Controle na compra
Ao receber um novo pedido, a ELC consulta no seu sistema qual foi a última numeração nos lacres já fornecidos ao cliente, a fim de eliminar a possibilidade de que venham a ser produzidos lacres com numeração idêntica a um pedido anterior.
Ato contínuo, são lançados no sistema todas as características da nova encomenda: modelo, numeração, cor, quantidade, prazos e preços.

b) Controle na fabricação
Ao ter início a produção de um pedido de lacres de segurança, a ELC passa a realizar inspeções regulares nas máquinas injetoras, a fim de controlar a qualidade dos lacres fabricados.
Ao se encerrar cada turno de produção, o total fabricado é anotado, dando origem ao controle da quantidade.
Produzidos os lacres, tem lugar a inspeção final de acordo com a Norma NBR ( da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas ). Uma amostra é então colhida, para ser submetida a 3 testes:
• visual - para se assegurar sobre as cores produzidas e se os lacres têm marcas ou manchas que comprometam sua estética.
• funcional - quando se testa se os lacres estão fechando bem, se ocorre uma dureza excessiva do material, etc.
• de violabilidade - quando se verifica, uma vez fechado o lacre, se é possível abri-lo sem deixar marca de violação.
O último controle na fábrica é o chamado “fechamento final”, quando todos os dados constantes do pedido são cotejados com a produção pronta e acabada.

c) Controle na distribuição
O cliente receberá os lacres em sacos geralmente com 100 unidades, cada um dos quais receberá um número chave. Com os lacres, o cliente recebe um "software" que lhe permitirá, uma vez ingressado o número chave de qualquer saco, saber o número de todos os 100 lacres ali contidos. O sistema permite o controle da distribuição nos casos de:
lacres aleatórios sem repetição
lacres com numeração seqüencial
lacres com sequenciação codificada
É importante assinalar que, na Nota Fiscal emitida pela fábrica, consta o primeiro e o último número do conjunto de lacres fornecidos.

1.5 – Evolução das Embalagens

I – Lacres de Segurança: dos cilindros marcados em argila ao controle por software

1.5 – Evolução das EmbalagensA evolução registrada no setor dos lacres de segurança teve consequência na modernização das embalagens de segurança representadas por malotes e envelopes, destinados à guarda e transporte de documentos e valores.
Durante séculos os melhores malotes eram do tipo cofre, fechados a cadeado e chave, tal como na ilustração ao lado.

Na época das diligências e com o aceleramento das relações comerciais surgiu o malote de couro, fechado com correia, fivela e cadeado, uma fórmula que durante séculos parecia destinada a continuar. Entretanto os fabricantes de lacres plásticos de segurança na segunda metade do século 20 perceberam que os lacres desenvolvidos poderiam ter aplicação imediata na maior segurança de envelopes e malotes.
Essa percepção provinha do nível de segurança que naquela época esses produtos conseguiam atingir e que deixava a desejar. De um lado, os envelopes fechados com “hot-melt” e, mais tarde, com fita “void”, podiam ser abertos acidentalmente em face de temperaturas extremas ou também fraudulentamente mediante aplicação de “spray” congelante.
Por outro lado, o malote – cofre e depois os malotes de couro fechados com cadeado e ainda os malotes com zíper estavam longe de barrar ou pelo menos detectar as violações.

1.5 – Evolução das Embalagens - Item 1.5.1

1.5 – Evolução das Embalagens

1.5.1 – Envelopes de máxima segurança

Surge, então, o envelope plástico descartável de máxima segurança, com fecho sólido em polipropileno, impossível de ser violado sem deixar vestígio, imune a variações de temperatura e ao “spray” congelante.

1.5 – Evolução das Embalagens - Item 1.5.2

1.5 – Evolução das Embalagens

1.5.2 – Evolução das Embalagens

Dentro da preocupação com o meio ambiente, surgiram os envelopes e sistemas semi-descartáveis, de que são exemplos os produtos a seguir mostrados.

1.5 – Evolução das Embalagens - Item 1.5.3

1.5 – Evolução das Embalagens

1.5.3 – Envelopes oxi-biodegradáveis

A última evolução na feitura de envelopes de segurança nascida, ainda, de preocupações ecológicas, foi a do envelope oxi-biodegradável.
Uma indesejada durabilidade, estimada em centenas de anos, dos envelopes e sacos plásticos, dos quais o mundo consome um milhão de toneladas por minuto, transforma esses materiais no resíduo que mais polui cidades, campos e oceanos.
A solução foi sugerida recentemente pela empresa inglesa Symphony, através da tecnologia do plástico oxi-biodegradável, pela qual um aditivo é injetado no plástico quando ainda em estado de fusão, com o que, após algum tempo (programável, variando de 60 dias a 6 anos), a cadeia molecular do plástico se quebra, resultando em água e pequenas quantidades de dióxido de carbono e biomassa, não nocivas ao meio ambiente.
É provável que essa nova tecnologia venha a ser um "turning point" na evolução do consumo de plástico. Quem não estiver preparado para a mudança vai ter dificuldades para manter seu negócio, por não poder atender às necessidades de seus clientes e dos reclamos ambientais.
Já há notícias de multas pesadas aplicadas, no Brasil, a estabelecimentos que não estão consumindo aqui sacos plásticos oxi-biodegradáveis, ao contrário de suas congêneres dos mesmos grupos em outros países.
A ELC, antecipando-se a essa nova tendência, passou a fabricar para vários clientes envelopes de segurança oxi-biodegradáveis, tendo registrado uma reação positiva acima das expectativas.
Devidamente autorizada pelos detentores dessa tecnologia, esses produtos da ELC levam a marca de degrabilidade - D2W.

1.5 – Evolução das Embalagens - Item 1.5.4

1.5 – Evolução das Embalagens

1.5.4 – Malotes de segurança

No tocante a malotes, a indústria de fechamentos de segurança renovou o mercado ao levar seus produtos para garantir a inviolabilidade dos malotes até então conhecidos.

Em síntese, a indústria de fechamentos de segurança produz hoje lacres, envelopes e malotes de feição completamente distinta aos produtos similares que reinaram no mercado até o final da década de 1960. Atualmente o “state- of- the- art” é composto pelos lacres em alto relevo e pelos lacres “inteligentes”, marcados a laser com código de barras, dígito verificador e controle por “software”, ao lado de envelopes e malotes com fecho plástico e características de inviolabilidade total. A indústria atendeu às exigências crescentes de segurança mas também evoluiu no sentido de contribuir para a melhor conservação dos recursos naturais e respeito às preocupações ecológicas.

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