III. Post-Sealing Phase. Why it matters.

III – Da escolha do Lacre à sua aplicação

3.1 - Aspectos econômicos: preço, custo - benefício e nível de segurança

A enorme variedade de Lacres de Segurança existente no mercado é de molde a confundir o usuário ainda não iniciado nas particularidades desse tipo de produto.

Primeiro, é preciso analisar bem aquilo que deve ser selado e o grau de sua importância para a empresa, a fim de decidir qual o nível de segurança desejado e, enfim, o tipo de lacre apropriado.

Muita gente escolhe um lacre pelo seu preço unitário - muitas vezes o fator menos importante.

O essencial será a relação custo - benefício e o nível de segurança pretendido.

O conteúdo de um caminhão de carga, a mala de um passageiro de avião, são itens que poderão gerar prejuízos incalculáveis, se estiverem fechados com um lacre cuja abertura sem deixar vestígio seja possível com emprego de recursos primários.

Assim, um lacre que possa ser aberto com água fervente e de novo fechado sem ter deixado vestígio não deveria ser colocado à frente de um compartimento de valor, não importando saber se seu preço é diminuto.

3.1 - Aspectos econômicos: preço, custo - benefício e nível de segurança - Item 3.1.1

3.1.1 - Relação custo - benefício inicial

Esta relação irá variar de caso a caso. Suponhamos que as perdas a controlar foram estimadas em R$ 200.000 por ano. Neste caso, não compensa comprar um lacre que implica introduzir todo um sistema informatizado, com seus equipamentos e técnicos, a um preço de R$ 500.000 anuais (custo C ). O custo C nunca poderá superar o benefício B. Claro está, neste exemplo, se não compensa introduzir um controle informatizado, o nível de segurança obtido será necessariamente menor.
Em outras palavras, o valor presumido de minhas possíveis perdas irá ditar o custo que eu posso pagar por um sistema de selagem e, ainda, o nível de segurança a que eu posso aspirar. Se o usuário não tiver consciência dessa relação não terá clareza na escolha do tipo de lacre que deverá adquirir.
Se quisermos dar expressão matemática aos fatores mencionados, teríamos as seguintes fórmulas, onde:

NS = Nível de Segurança; P= Perdas ; DMP = Disposição Máxima a Pagar:
NS = f ( P ) ,
(+)
significando que o Nível de Segurança depende, ou é função (f) das Perdas; o sinal (+) indica que, quanto maior o montante estimado de Perdas, maior o Nível de Segurança requerido.

DMP= f ( NS ) ,
(+)
ou seja, minha Disposição Máxima a Pagar depende, ou é função (f) do Nível de Segurança pretendido; quanto maior o Nível de Segurança pretendido, maior a minha Disposição Máxima a Pagar
DMP = Preço ,
minha DMP tem de ser maior ou igual ao Preço a pagar, ou seja, o Preço não irá superar minha DMP.

3.1 - Aspectos econômicos: preço, custo - benefício e nível de segurança - Item 3.1.2

3.1.2 - Manutenção da relação custo – benefício

Quando as perdas são muito grandes a razão custo – benefício inicial vem a ser alterada em função da eliminação das perdas pela implantação de um sistema de selagem eficiente.

Assim faz-se necessário o acompanhamento do custo inicial que implica, além do investimento em um sistema de selagem, somar as grandes perdas sem o sistema de selagem.

A implementação do sistema de selagem passa a diminuir as perdas e nem por isto deve significar a diminuição do custo gasto neste sistema de selagem, pois sem ele as perdas passariam a aumentar.

Por isso, para se comprovar perante os dirigentes da empresa a manutenção do sistema de selagem eficiente é imprescindível o registro do ganho ao longo do tempo, desde o início do programa.

3.1 - Aspectos econômicos: preço, custo - benefício e nível de segurança - Item 3.1.3

3.1.3 - Custos Intangíveis

Outras vezes a formulação dos custos de perdas envolve cálculos muito complexos já que são em muitos casos, INTANGÍVEIS.

Para se citar um exemplo, muitas empresas ou marcas têm valores imensamente maiores que o faturamento gerado por produtos ou serviços relacionados àquela marca.

O SEDEX por exemplo é uma marca dos Correios muito conhecida em face da excelência deste serviço de entrega expressa que se baseia principalmente na segurança da rastreabilidade e garantia de entrega no prazo definido.

O desvio de uma encomenda Sedex pode significar a perda de credibilidade e prejuízos imensuráveis à marca.

Outro exemplo é a credibilidade que uma empresa concessionária de energia tem junto à sua clientela.

Se as perdas dessa concessionária chegarem a um valor alto, as autoridades que escolhem as concessionárias poderão vir a ser sensíveis à preferencia dos consumidores por uma empresa onde o controle das perdas seja maior e as tarifas cobradas, consequentemente, menores.

Que dizer da credibilidade a ser exigida a um laboratório de pesquisas ou diagnósticos médicos? Em abril de 2005 a falta de segurança na guarda e caracterização de lotes de material pesquisado levou um laboratório norte-americano a expedir frascos com o vírus letal da gripe asiática a quatro mil laboratórios em 18 países.

Nada disso teria ocorrido, tivesse a fonte das pesquisas adotado um rígido sistema de segurança, compreendendo entre outros itens um esquema de selagem do nível tecnológico mais apurado, a exemplo daquele que protege o armamento nuclear dos EUA.

3.2 – Aspectos físicos: características físicas do lacre para a aplicação desejada - Item 3.2.1

3.2.1 - Violação Acidental

Os lacres de segurança deverão ser construídos de tal modo a eliminar a hipótese de violação acidental.

Quer dizer, o lacre deve resistir às condições normais do uso para que foi projetado.

A inspeção em busca de marcas de violação deverá ser facilmente realizável, permitindo aos usuários estabelecer, sem lugar a dúvidas, se as marcas de “ violação” foram intencionais, não sendo confundidas com “violação” acidental .
A norma ASTM F1158-88, § 4.1, estabelece que "se um lacre pode ser aberto por qualquer modo e reaplicado com êxito sem exibir sinais indicativos de ataque anterior, a qualidade integral do lacre será seriamente questionada".

Implicitamente, essa norma também está sinalizando para o fato de que um lacre, para ser de segurança, não poderá ser violado acidentalmente .( O texto completo desta norma poderá ser encontrado na Parte III deste informe, item 2.1)

3.2 – Aspectos físicos: características físicas do lacre para a aplicação desejada - Item 3.2.2

3.2.2 - Sistema de Selagem com Adesivo

Os sistemas de selagem de envelope com adesivo sofrem de um problema crônico em sua aplicação pois limitam tanto as condições climáticas e de temperaturas onde são utilizados, como também restringem algumas superfícies onde serão colados.

Tais limitações ocorrem pois muitos adesivos são originados do elastômetro (borracha) que amolece quando aquecido a altas temperaturas (50º C) e se resseca com baixas temperaturas (-20ºC).

Existem diversos tipos de adesivos que variam de acordo com a superfície de colagem e temperaturas de uso, a exemplo do adesivo tipo Hot Melt que geralmente é aplicado a quente e o adesivo à base acrílica que geralmente pode ser aplicado a frio.

Ambos são factíveis de uma violação acidental quando expostos a temperaturas altas ou baixas.

Caso eles sejam aplicados em condições ambientais controladas podem eventualmente serem considerados como lacres de segurança.

Há necessidade de controle de estoque tipo PEPS (primeiro a entrar primeiro a sair) para evitar a perda de validade que varia até um ano para os melhores adesivos do mercado.

Algumas etiquetas-lacre utilizam um sistema de rotogravura para gravação de letras de segurança indicativas de violação tipo “VOID” ou “VIOLADO”: quando da tentativa de abertura do lacre o adesivo expõe as letras de segurança.

O sistema é bem conhecido, pois ele é corriqueiramente utilizado nos envelopes SEDEX por onde recebemos nossos cartões de crédito e talões de cheque e ainda nos malotes plásticos anti-violação usados no transporte de valores, que, em muitos casos, sofrem a abertura acidental com variações de temperaturas extremas em um compartimento de carga aéreo (- 50ºC).

Mesmo que alguns sinais de violação sejam deixados, muitas vezes a abertura pode não ter sido causada propositalmente por um fraudador e sim pela ação do meio ambiente.

Nestes casos o fraudador estará sempre com um alibi que redime sua intenção criminal e por conseqüência o lacre passa a não cumprir sua função.

3.2 – Aspectos físicos: características físicas do lacre para a aplicação desejada - Item 3.2.3

3.2.3 - Matéria Prima Um exemplo clássico seriam os lacres utilizados em medidores de energia que em muitos casos devem resistir às intempéries, já que garantem a selagem, por um período de 20 anos, expostos a raios ultra violetas, salinidade, variação de temperaturas e agentes químicos.

Um tipo de policarbonato que possui aditivos anti-UV geralmente é sugerido para estas aplicações externas, pois a longevidade do lacre propiciada por esse material elimina a possibilidade da violação acidental por agentes naturais.
Hoje já é exigência de muitas concessionárias o POLICARBONATO, garantindo que o lacre não se romperá ou deteriorará acidentalmente em face dos agentes naturais. .

Da mesma forma os lacres conhecidos como “brincos” aplicados para marcação e controle bovino no SISBOV devem ser fabricados em poliuretano, o único material que garante resistência às intempéries.

3.2 – Aspectos físicos: características físicas do lacre para a aplicação desejada - Item 3.2.4

3.2.4 - Resistência física

• Lacres Indicativos
Os lacres Indicativos são fabricados em plástico, metal, cera, ou outros materiais que são facilmente quebrados com a mão ou mediante ferramenta simples. Como seu nome revela, uma vez submetidos a inspeção eles indicarão se houve ou não violação ou tentativa de abertura ilícita. Em geral a tração de ruptura de lacres de segurança do tipo indicativos varia de 5 kgf a 20 kgf dos lacres plásticos com pré-ruptura até os lacres com arame de selagem em aço inoxidável.

• Cadeado, lacre Barreira e Semi-Barreira
É importante outrossim decidir, inicialmente, se o usuário se preocupa mais com ataques externos ao seu produto ou se, ao contrário, deseja identificar possíveis violações tentadas por integrantes do seu sistema de selagem de segurança. No primeiro caso, o usuário poderá escolher um cadeado ou um lacre barreira ou semi-barreira.
Em qualquer dos casos, estaremos, apenas, dificultando ou retardando a violação, pois com uma adequada ferramenta de corte o rompimento é possível. O cadeado poderá ser assim destruído ou também aberto sem deixar vestígios.
Os Lacres Barreira e Semi-barreira, por serem metálicos ou de plásticos resistente, só liberam a carga que guarnecem se forem destruídos, por instrumento de corte, martelo, etc.
(ilustrar com 1 Lacre Barreira e outro Semi-barreira, colocando legendas correspondentes)
A avaliação das propriedades físicas de um lacre de segurança acha-se devidamente regulada pela ASTM (American Society for Testing and Materials), através de sua Norma F 1157 – 88, que a seguir reproduzimos.

  • Lacres indicativos
  • Cadeado, Lacre Barreira e Semi-Barreira
3.2 – Aspectos físicos: características físicas do lacre para a aplicação desejada - Item 3.2.5

3.2.5 - Mecanismo de travamento

• Cápsula aberta e cápsula fechada
É importante apreciar o “design” do lacre, para entender seu grau de segurança, e reparar onde se localiza seu mecanismo de travamento e se ele está protegido por cápsula aberta ou fechada. A cápsula aberta de um travamento é aquela que pode ser manipulada por ferramentas pontiagudas que objetivam acessar o travamento do lacre de forma a destravá-lo. Quando a cápsula tem acesso fechado, o lacre pode ser considerado de maior segurança pois o travamento é protegido do acesso das ferramentas fraudadoras.
Na cápsula aberta, o fio de selagem entra por um orifício e sai por outro - os chamados “pull-tight” ou conhecidos como “espinha de peixe” e “rabicho”-, nos lacres de cápsula fechada o fio entra e sai por um mesmo orifício – “loop seals”, assim torna-se difícil a manipulação com ferramentas pontiaguda para destravar o mecanismo e torná-lo a fechar sem indício aparente de violação.

• Lacre composto por duas ou mais peças
Outro “calcanhar de Aquiles” em muitos lacres localiza-se no seu próprio mecanismo de travamento que em muitos casos é composto de duas ou mais partes. Ou seja, o arame ou fio de selagem pode estar sendo travado por dois ou mais materiais diversos que não são solidários uns aos outros nem mesmo o próprio arame de selagem.
Nestes casos, o lacre somente será de segurança se todas as peças estão numeradas com o mesmo número, caso contrário o violador abre o lacre, inutilizando a parte não numerada e aí introduz uma peça idêntica, a partir de um lacre adicional que obteve, uma operação que não deixará vestígio. Este tipo de violação é mais conhecida como “canibalismo” sendo freqüente a utilização de ácido muriático.
Pelo exposto, será sempre recomendável verificar se o lacre e seu dispositivo de travamento se apresentam em peça única e de mesmo material.

• Lacre com materiais dissímeis
Segundo reportagem em alguns “sites” na Internet, a maneira mais fácil para abrir um lacre comum de plástico consiste em aquecer – com água fervente, por exemplo – a seção de travamento até que os “dentes” do lacre fiquem brandos e passíveis de abrir. O lacre depois é fechado e a violação pode passar desapercebida.
Alguns lacres são, por isso mesmo, fabricados com um material diferente na sua seção de fechamento, seja um plástico de alta densidade, seja uma parte metálica.

  • aleatória, não repetitiva
  • seqüencial simples
  • seqüencial codificad
3.3 – Sistema de Numeração/Codificação/Logotipo dos Lacres - Item 3.3.1

3.3.1 - O Lacre, nova impressão digital

A marcação do logotipo e a codificação numérica ou alfanumérica do lacre utilizado representam a característica ÚNICA que diferencia um lacre do outro, o equivalente tecnológico da impressão digital humana.

Antigamente, como analisado na evolução dos lacres de segurança, a diferenciação era um sinete ou um brasão, o que passou a representar um baixo grau de segurança apenas em face do nível de tecnologia disponível atualmente.

Hoje em dia a codificação tem um papel central para evitar a troca de um lacre por outro.

Assim é muito importante que nos procedimentos por escrito dos sistemas de selagem, seja apontada a diferenciação pela codificação numérica ou alfanumérica do lacre.

Por isso é fundamental que a numeração não venha a ser colocada em apêndice ao lacre e seu mecanismo de travamento.

Cabe verificar, ademais, se a numeração do lacre pode ser removida sem que sinais evidentes de violação sejam produzidos.

3.3 – Sistema de Numeração/Codificação/Logotipo dos Lacres - Item 3.3.2

3.3.2 - Técnicas de numeração / codificação / logotipo

As características referentes à numeração/codificação/logotipo dos lacres devem permanecer imunes às intempéries ou ações de fraudadores, pois, caso aquelas venham a ser retiradas por ação de raios UV, por exemplo, estaremos perdendo a única diferenciação entre um lacre e outro, que é a sua numeração que rastreará a operação de selagem e seus responsáveis. Outra característica muitas vezes não observada é o processo fabril com que a marcação da numeração/codificação/logotipo é realizada em lacres de segurança. É um detalhe singelo porém pode significar a diferença entre uma correta ou incorreta escolha de lacre pois para cada aplicação caberá escolher um diferente processo tecnológico (vide “Evolução dos Lacres”):
• HOT STAMP ou COLD STAMP
Processos de gravação por estampagem que podem ser feitos a frio ou a quente, conhecidos como marcações em baixo relevo. A estampagem em algumas vezes pode até deformar o outro lado da lâmina numerada. Por isso, e ainda porque a possibilidade de “clonar” o lacre é demasiado simples, os processos mencionados são utilizados no mercado para lacres de baixo custo e baixa segurança.

• ALTO RELEVO
Processo que se distingue pela sua alta segurança já que é um dos únicos métodos de marcação onde o lacre é fabricado SIMULTANEAMENTE à sua marcação, o que garante uma singularidade comparável à impressão digital humana. Este processo é muito utilizado em chassis de automóveis, cédulas de dinheiro (talho doce), etc.
• INK JET
Processo conhecido como “jato de tinta”, inclui-se entre os processos chamados de “inteligentes”, porque admite a incorporação de dígitos verificadores e códigos de barras que previnem a transcrição de erro humano. É largamente utilizado na indústria farmacêutica, porém seu grau de segurança sofre o reparo de que as marcações por jato de tinta são facilmente removíveis com emprego de solventes e álcool.
• LASER
Processo de gravação que tem lugar após a fabricação do lacre. É considerado como alta tecnologia de segurança porque possibilita a numeração / codificação “inteligente” – a que usa dígito verificadores e código de barras. A codificação é impossível de ser deteriorada mesmo quando exposta aos raios UV. Muito utilizado em passaportes, gravação de cunhos matrizes e outros processos de marcação que exigem precisão de informação, já que são integrados a sistemas de rastreabilidade – vide nosso “site” www.elodesegurança.com.br
• IN-MOULD-LABEL IML
Processo tecnológico da mais alta segurança por se tratar de um dos únicos métodos de marcação obtida simultaneamente à injeção do lacre. Tal como no caso dos lacres em alto relevo, o grau de individualização de cada peça só pode ser comparado à diferenciação existente entre seres humanos no que tange à impressão digital.
Os lacres em “in-mould-label” têm a vantagem de possibilitar a introdução dos elementos que caracterizam os lacres “inteligentes”, quais sejam dígitos verificadores e código de barras.

  • Hot stamp ou Cold Stamp
  • Alto Relevo
  • Ink Jet
  • Laser
  • In-Mould-Label IML
3.3 – Sistema de Numeração/Codificação/Logotipo dos Lacres - Item 3.3.3

3.3.3 – Sistema de numeração. Duplicidade

Os Lacres sem numeração se destinam, a rigor, a aplicações onde o nível de segurança exigido é relativamente baixo.

Por não terem numeração, permitem que sejam violados, com posterior substituição por outro lacre idêntico.

Não se entende, pois, que a placa dos veículos seja protegida comumente por um lacre sem numeração, um convite aberto à "clonagem" das placas.

A numeração do lacre é componente essencial ao controle das aplicações e seus diferentes tipos já apontam para o grau de segurança requerido de um caso a outro.
• Duplicidade numérica em lacres de segurança
Todo processo de codificação numérica ou alfanumérica de um lacre respeita uma progressão seqüencial seja aritmética seja qualquer outra que evite repetição de números.

Qualquer sistema de codificação de lacres é passível de falhas, tal como qualquer outra operação fabril.

Embora seja um dos mais graves problemas ocorrentes na indústria de lacre, ele deverá ser encarado com tranqüilidade, já que o lacre em duplicata será sempre detectado pelo usuário.

Isto porque a aplicação dos lacres não tem lugar como uma operação casual, desprovida de qualquer controle, mas muito ao contrário é sempre inserida dentro de um sistema de acompanhamento onde a ocorrência de um lacre em duplicata será devidamente localizada, seguida de sua conseqüente inutilização.

3.3 – Sistema de Numeração/Codificação/Logotipo dos Lacres - Item 3.3.4

3.3.4 – Nível de Qualidade Aceitável (NQA)

Na medida em que o lacre de segurança é vendido por centavos de Reais, é inconcebível realizar um fornecimento de lacres sequenciados com “erro zero”.
Sendo assim, torna-se necessário levar em conta os critérios a serem adotados em face de três ocorrências a serem contemplados quando da inspeção de lotes de lacres efetuada dentro da fábrica:
1) Falha de sequência ou lacres faltantes, que interrompem a seqüência
A tolerância, no caso, pode ser arbitrada em 2% do lote, sem reposição de lacres, com faturamento a ser recalculado para menos. Caso o usuário trabalhe com empenho, precisando que o pedido seja faturado em valor igual ao do empenho, sugere-se a reposição das quantidades faltantes mas com alcance numérico a ser informado posteriormente.
Para esta última hipótese, sugere-se deixar uma margem de 10% na seqüência numérica, entre fornecimentos distintos.

2) Seqüência embalada erradamente
É o caso de um grupo de lacres encontrado em um saco, havendo conflito entre os números dos lacres e a etiqueta constante do saco.
A tolerância seria de até 0,1% do lote.

3) Lacres com identificação numérica em duplicata
A tolerância seria de até 0,1% do lote
O Nível de Qualidade Aceitável – NQA<0,1 para duplicidade de lacres não foi uma fórmula tomada ao acaso, mas sim estabelecida nos Correios, após estudos realizados por um colegiado de alto padrão técnico.

3.3 – Sistema de Numeração/Codificação/Logotipo dos Lacres - Item 3.3.5

3.3.5 – Lacres com numeração em alto relevo

Nos lacres numerados em alto relevo, a numeração é moldada ao lacre no momento de sua injeção, o que inviabiliza a feitura de duplicatas com o mesmo número, visando violações. A numeração em alto relevo pode ser:

a) Aleatória, não repetitiva:
O tipo de aplicação irá ditar o sistema a ser escolhido. Na numeração aleatória o lacre só é válido e passa a existir a partir do momento em que é aplicado e seu número anotado no documento de selagem, onde estará vinculado ao número ou identificação do objeto selado e ao responsável pelo ato da selagem. De nada adiantará que um possível fraudador queira violar o objeto selado, pois, mesmo tendo acesso aos lacre estocados, ele jamais terá uma cópia do lacre numerado utilizado naquela selagem.
A anotação do número do lacre na documentação forma o chamado elo de segurança, sinônimo de selagem impossível de ser fraudada.

b) Seqüencial simples:
O nome dispensa maiores explicações.

c) Seqüencial codificada:
Um aperfeiçoamento do sistema anterior consiste em fornecer os lacres com numeração sequenciada, marcando-se cada saco - em geral com 100 lacres - com um número-chave. Ao receber os lacres, o usuário recebe um “software” com o qual, ao ser digitado o número-chave de qualquer saco, o usuário tem acesso à listagem de todos os números de lacres contidos em um determinado saco.
Como se nota, o sistema aumenta a capacidade do usuário de controlar a distribuição e aplicação dos lacres, o que terá especial importância no caso em que as operações são efetuadas por várias empresas terceirizadas pelo detentor dos lacres.

  • aleatória, não repetitiva
  • seqüencial simples
  • seqüencial codificada
3.3 – Sistema de Numeração/Codificação/Logotipo dos Lacres - Item 3.3.6

3.3.6 – Lacres seqüenciais e embalagem seqüencial No caso dos lacres com numeração seqüencial, apesar de que todo o processo fabril de numeração de lacres obedece a algum sistema de progressão, nem sempre o fornecimento respeita uma rastreabilidade minuciosa de seqüência numérica de cada saco de 50, 100, ou 250 unidades de lacres.

No entanto algumas empresas poderão optar por um fornecimento onde cada saco ou caixa de lacre seja identificada com uma etiqueta que indica o primeiro e último número dos lacres ali contidos.

Dito controle de certa maneira deixa algo exposto além do almejado, já que a seqüência de numeração é de conhecimento desde o início da requisição de compra até a aplicação do lacre no campo.

Todos sabemos que a surpresa é a alma da segurança, sendo certo que qualquer informação quanto à numeração do lacre poderá vir a representar uma quebra de segurança.

Por outro lado, o usuário pode optar por um sistema mais simples onde os fornecimentos de lacres não são embalados com identificação de seqüência, mas apenas indicam seu quantitativo.

Porém em ambas as situações é responsabilidade do fabricante manter cadastros e controles internos que a qualquer momento poderão identificar o alcance numérico máximo e mínimo da partida fornecida, data, nota fiscal e requisição de cópias daqueles fornecimentos a fim de evitar duplicidades numéricas de um fornecimento ao outro.

3.3 – Sistema de Numeração/Codificação/Logotipo dos Lacres - Item 3.3.7

3.3.7 – Lacres com numeração inteligente

São os lacres numerados a laser e com código de barras, com ou sem dígito verificador, usados para tarefas que exigem alta segurança de fechamento.

3.4- O Acompanhamento por “Software”

3.4- O Acompanhamento por “Software”

A necessidade de controlar os lacres de segurança desde a compra até a inspeção pós-selagem levou ao seu acompanhamento por “software” de acesso WEB, que permite a rastreabilidade virtual dos números do lacre e do medidor, que são registrados em um bando de dados.

O sistema permite saber quem foi o agente responsável pela selagem, quando o lacre foi produzido e qual a nota fiscal de fornecimento.

O acompanhamento da selagem por “software” já provou ser de grande utilidade no caso da selagem de medidores de luz, água e gás e deveria ser adotado na lacração de placas de veículos, a fim de impedir a prática da clonagem.

3.5- Credenciamento dos Fornecedores
3.5- Credenciamento dos Fornecedores Não basta a escolha de um lacre correto sem a adoção de normas técnicas e de credenciamento, tanto para o produto quanto para os fabricantes.
Essa normatização irá disciplinar as metodologias de fabricação, evitando que, ao longo do tempo, o nível de segurança dos lacres não venha a ser questionado, em face de dúvidas quanto à origem de fabricação.
3.6 – Tipos de lacres e aplicações - Item 3.6.1

3.6.1 - Tipos de Lacres

A classificação dos diversos modelos de lacres da ELC, apresentada abaixo, segue de perto a classificação internacional reconhecida.

A American Society for Testing and Materials estudou os vários tipos de lacres encontrados no mercado, apresentando algumas definições em sua Norma F 832-83, a seguir anexada.

3.6 – Tipos de lacres e aplicações - Item 3.6.2

3.6.2- Aplicações mais usuais

A lista a seguir abarca apenas as aplicações mais comuns, funcionando como um lembrete para um programa que vise aumentar o nível de segurança das operações de uma empresa.

  • Medidores de luz,água e gás
  • Emissoras de cupom fiscal ( ECF )
  • Transporte de Valores
  • Malotes e Sacos
  • Documentos confidenciais
  • Aferição de instrumentos
  • Portas de armários e caminhões
  • Containers
  • Vagões
  • Válvulas e Tampas de Caminhão Tanque
  • Câmaras frigoríficas
  • Marcação de carnes
  • Garantia de marcas
  • Emplacamento ( DETRANS)
  • Bujão "post mix"
  • Check-in de bagagens
  • Duty free
  • Catering, LD containers
  • Extintores de incêndio
  • Identificação de cabos
  • Identificação de patrimônio
  • Lacração de computadores
  • Caixas coletoras de moedas ou fichas
  • Envelopes com zíper
  • Bombonas
  • Tambores

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