| 3.2.2 - Sistema de Selagem com
Adesivo Os sistemas de selagem de envelope
com adesivo sofrem de um problema crônico em sua
aplicação pois limitam tanto as condições
climáticas e de temperaturas onde são
utilizados, como também restringem algumas superfícies
onde serão colados.
Tais limitações ocorrem pois muitos adesivos
são originados do elastômetro (borracha)
que amolece quando aquecido a altas temperaturas (50º
C) e se resseca com baixas temperaturas (-20ºC).
Existem diversos tipos de adesivos que variam de acordo
com a superfície de colagem e temperaturas de
uso, a exemplo do adesivo tipo Hot Melt que geralmente
é aplicado a quente e o adesivo à base
acrílica que geralmente pode ser aplicado a frio.
Ambos são factíveis de uma violação
acidental quando expostos a temperaturas altas ou baixas.
Caso eles sejam aplicados em condições
ambientais controladas podem eventualmente serem considerados
como selos de segurança.
Há necessidade de controle de estoque tipo PEPS
(primeiro a entrar primeiro a sair) para evitar a perda
de validade que varia até um ano para os melhores
adesivos do mercado.
Algumas etiquetas-selo utilizam um sistema de rotogravura
para gravação de letras de segurança
indicativas de violação tipo “VOID”
ou “VIOLADO”: quando da tentativa de abertura
do selo o adesivo expõe as letras de segurança.
O sistema é bem conhecido, pois ele é
corriqueiramente utilizado nos envelopes SEDEX por onde
recebemos nossos cartões de crédito e
talões de cheque e ainda nos malotes plásticos
anti-violação usados no transporte de
valores, que, em muitos casos, sofrem a abertura acidental
com variações de temperaturas extremas
em um compartimento de carga aéreo (- 50ºC).
Mesmo que alguns sinais de violação sejam
deixados, muitas vezes a abertura pode não ter
sido causada propositalmente por um fraudador e sim
pela ação do meio ambiente.
Nestes casos o fraudador estará sempre com um
alibi que redime sua intenção criminal
e por conseqüência o selo passa a não
cumprir sua função.
|