Todo selo de segurança terá o seu “calcanhar
de Aquiles”, por onde poderá vir a ser violado.
Claro está, alguns selos terão passado pelas
águas do rio Styx, tornando-se praticamente invulneráveis,
sua violação seria uma possibilidade remota
exigindo instalações de porte industrial
e/ou ferramentas especiais a serem pesquisadas, confeccionadas
e – somente os deuses saberão – testadas
com êxito na abertura de um determinado selo.
Os mais renomados Selos de Segurança poderão
ser violados porém em circunstâncias muito
especiais. Para começar, teríamos de levar
o selo a um laboratório operado por técnicos
experimentados e dotado de recursos apropriados para a
feitura, in loco, de ferramentas especialmente desenhadas
para abrir e voltar a fechar o selo analisado sem deixar
vestígio.
Os selos com numeração em alto relevo ou
com numeração gravada em papel fundido ao
selo e marcado com código de barras e outras características
demandariam, para sua perfeita reprodução,
uma instalação industrial do mesmo porte
da fábrica de onde o selo se originou. Na prática,
o violador de um malote ou de um “container”
não dispõe de recursos com aquele grau de
sofisticação e sua tarefa haverá
de se basear em instrumentos relativamente simples.
A experiência acumulada com inúmeras tentativas
usuais de violação levou os fabricantes
a aperfeiçoar seus modelos, para evitar a repetição
das fraudes observadas. Uma ou outra fábrica, excepcionalmente,
disporá de uma ferramentaria de alta precisão
dedicada à pesquisa ininterrupta de novos e mais
adequados modelos, que tornam cada vez mais improvável
a violação.
Foi estudando os casos mais ocorrentes de fraudes que
os fabricantes mais qualificados produziram, apenas para
citar alguns exemplos:
- numeração em alto relevo, impossível
de ser reproduzida;
- numeração em código de barras,
em papel que é moldado, no momento da injeção,
sobre a lâmina do selo, preparada com minúsculos
ressaltos que eliminam a hipótese de substituição
por outro papel;
- material em policarbonato, que resiste à água
fervendo e se torna ademais quebradiço se acaso
o violador tentar forçar a abertura do selo;
- policarbonato translúcido, que permite visualizar
o interior do selo e assim facilitar a verificação
de fraudes;
- controle da selagem por “software”, uma
arma imbatível contra violações.
2) Conceito : Dado que todo selo tem um mecanismo de
segurança, o selo deve ser escolhido pelo seu
menor preço.
Falso. O primeiro fator a ser analisado
quando da aquisição de um selo é
o nível de segurança pretendido. Uma concessionária
de energia elétrica, a braços com perdas
expressivas ocasionadas por ligações fraudulentas
(“gatos”) não pode, em nome de seu
próprio interesse, escolher um selo porque é
barato.
O correto será pesquisar um produto que, pelas
suas características, possa oferecer uma segurança
à prova das violações correntes
no setor de atividade onde ele será aplicado.
Outros aspectos desta questão poderão
ser encontradas no item II – 1 deste Informe.
3) Conceito: A robustez física de um
selo é sinal de sua maior segurança
Falso. Entre dois selos de características
similares, o que importa levar em consideração
é o mecanismo de travamento, sendo irrelevante,
por exemplo, considerar o “design” que contorna
aquele mecanismo, ou a maior ou menor quantidade de
plástico colocada em torno do mecanismo de travamento.
Muito mais robusto que o selo plástico de segurança
é o cadeado de metal, contudo mais vulnerável,
dado que se alguém obtiver uma duplicata da chave
a violação poderá ter lugar sem
deixar o menor vestígio.
4) Conceito: Um selo aprovado para uma aplicação
será adequado também a outros usos.
Falso. Não existe um selo “universal”,
pois o “design” dos selos e dos seus mecanismos
de travamento leva em consideração as
características do tipo de objeto a ser selado.
Na realidade, as fábricas de selos mais celebradas
somente lançam seus modelos após pesquisar
as necessidades específicas de um determinado
nicho de mercado. Amiúde os novos modelos lançados
têm que sofrer adaptações, após
um período de prova, para atender cabalmente
o tipo de aplicação a que se destinam,
o que evidencia que para cada uso existirão selos
bastante bem definidos
5) Conceito: Um bom selo de segurança,
adequado à aplicação pretendida,
dispensará treinamento, bem como sistemas de
controle.
Falso. O melhor selo jamais fabricado
levará a resultados até mesmo nulos, se
não for implantado com um indispensável
treinamento dos agentes encarregados de sua aplicação,
ao lado da adoção de procedimentos de
controle, o mais fundamental dos quais seria a anotação
do número do selo, o que pode evoluir até
a sofisticação do registro da numeração
em banco de dados.
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