« Voltar para Sumário


1.3 - EVOLUÇÃO DOS SELOS DE SEGURANÇA

Primeira Geração: Selos de argila, cera, ouro e prata

Desde o despertar da civilização até a Revolução Industrial temos, pois, uma Primeira Geração de Selos de Segurança, em argila, cera, ouro ou prata, onde artesãos gravam sinetes e anéis em alto relevo, garantindo exclusividade à operação de selagem.
Os selos estiveram presentes nos maiores momentos da História, como no exemplo aqui apresentado da carta dos nobres ingleses em 1530 ao Papa Clemente VII: a recusa do Papa ao pedido ali contido, de anulação do casamento do rei Henrique VIII, marcou o rompimento com Roma da igreja inglesa, que passou a ser chefiada pelo monarca.


Um máximo de exclusividade foi introduzido com os Selos de Ouro, iniciados no Império Bizantino e depois usados na Europa por altos dignatários, como reis e papas.
O que chamamos de Primeira Geração de Selos de Segurança durante milênios satisfez as necessidades do mundo. Nos últimos dois séculos, entretanto, a Revolução Industrial e, mais recentemente, a crescente globalização e a explosão populacional, vieram causar a evolução cada vez mais acelerada dos selos de segurança.
Na verdade, a evolução dos selos é conseqüência da evolução tecnológica, do advento de novos materiais, das exigências por níveis de segurança cada vez maiores, da evolução, enfim, dos fraudadores - estes, sempre a descobrir novos métodos de violação, que obrigam a novas modificações nos selos produzidos, em uma história sem fim.

(*) Foto do livro “I Sigilli d´Oro dell´ Arquivo Segreto Vaticano”, edição Franco M. Ricci

Segunda Geração: Selos metálicos manufaturados com sinetes aplicados por alicate.

Com a Revolução Industrial surgem os selos manufaturados, ganhando destaque os de chumbo. A exclusividade era dada por sinetes aplicados por alicate - o usuário era identificado pelo sinete.
O selo de chumbo tende a desaparecer por completo, pelo seu potencial cancerígeno e contaminação do solo, além de ser de fácil violação.

Terceira Geração: Selos numerados por processos primários de estampagem após a fabricação
( “hot stamp”)


A passagem para a produção em massa de selos de segurança e a necessidade de controlar as aplicações vieram tornar inviável a utilização de alicate selo a selo. Ao mesmo tempo, o advento dos computadores tornou possível a adoção do número como elemento de diferenciação de um selo a outro.
A desvantagem desse tipo de selagem está em que os selos podem ser facilmente “clonados” a partir de um selo liso, ainda não numerado.
Quarta Geração: Selos com numeração moldada em alto relevo.

Em 1990 a ELC, que fora a primeira empresa no mundo a comercializar ( em 1967 ) um selo de segurança em polipropileno, patenteou no Brasil e depois nos países do Primeiro Mundo o seu processo industrial de numeração em alto relevo na lâmina do selo, moldada no mesmo momento da injeção do selo.
A evolução teve grande importância rumo à maior segurança dos fechamentos. A “clonagem” ou duplicação do selo é impossível, pois ainda que o fraudador possa fabricar um selo de formato idêntico, com uma lâmina lisa, não conseguirá fazer o alto relevo da numeração. Cada selo com numeração em alto relevo é tão único, exclusivo e sem possibilidade de duplicação como uma impressão digital.

Na realidade o máximo que um fraudador poderia fazer, como “resposta” a um selo numerado em alto relevo, seria tentar fazer o chamado “falso alto relevo” obtido mediante punção exercida no verso da lâmina, a exemplo do tipo de numeração exibida pelos cartões de crédito.

Quinta Geração: Selos com numeração inteligente com código de barras e dígito verificador.

Seu maior mérito é impossibilitar o uso indevido de uma numeração falsa. Em outras palavras, elimina-se o erro humano, consciente ou não, na transcrição da numeração.
Dita numeração é feita mediante os processos de:
IML - “ in mold labeling”, na qual o papel com o código de barras e o dígito verificador é fundido ao selo no momento da injeção.
Laser Yag - os mesmos elementos, gravados na lâmina do selo.

 



« Voltar para Sumário