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1.2 - VISÃO HISTÓRICA

Os arqueólogos que trabalham na região onde floresceu a mais antiga civilização, a sumeriana ( VI milênio antes da era cristã ), reportam que em todas as escavações há sempre restos de sinetes cilíndricos de pedra ou metal, com os quais eram preparados, na argila, selos destinados a guardar os armazéns de cereais e outros produtos.

Podemos considerá-los como os primeiros selos de segurança fabricados no mundo, já que garantiam exclusividade às operações realizadas - a complexidade artística das figuras esculpidas não era algo que se pudesse reproduzir.

A antigüidade do uso dos selos é atestada pelas citações da Bíblia ( Cântico dos Cantos, os sete selos que guardam o segredo do Apocalipse etc. ).

Seu uso com impressões na cera é comum na vida cotidiana a partir do IV milênio A.C.

Mas sua maior difusão junto a todos os grupos sociais somente se dá a partir dos séculos 12-13 da nossa era.

Na Idade Média, por ocasião da morte do titular de um selo, usava-se enterrar a matriz junto ao falecido ou destrui-la ( ainda hoje, o anel do Papa é enterrado com ele, destruindo-se antes o selo de chumbo ali contido ).

A maioria dos selos era feita em cera ou chumbo, mas a partir do Império Bizantino surgem os selos de ouro, que pelo seu alto custo passaram a ser usados apenas por grandes dignatários, como reis e papas.

Sua exclusividade era incontestável, pela originalidade artística e material empregado.

Hoje em dia não mais usamos ouro, mas a exclusividade propiciada pelos selos de segurança de alta tecnologia é igualmente notável.



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